O livro “Tudo por uma boa história” é um conjunto de relatos feitos por 24 jornalistas, que contam as suas experiências adquiridas no terreno da profissão. Mas o que será que é uma boa história? Perguntámos aos congressistas e estudantes de jornalismo o que mais apreciam e privilegiam numa história jornalística enquanto leitores. O livro, editado pela Esfera dos Livros, é apresentado esta sexta-feira no 4º Congresso dos Jornalistas Portugueses.

“Tudo por Uma Boa História” resulta da vontade de fazer chegar ao público “o que é isto de ser jornalista”, explica Isabel Nery, uma das coordenadoras da obra e membro da direção do Sindicato dos Jornalistas. Em breves capítulos, jornalistas dos vários meios e de diferentes órgãos de comunicação social contam histórias de dilemas éticos profundos, de decisões mal tomadas, de desafios que testam os limites, mas também de resiliência, esperança e aprendizagem.

Francisco Sena Santos, profissional de referência na rádio portuguesa e autor de um dos textos publicados no livro, escolheu um testemunho de “autocrítica” que revela “aquilo que no momento atual parece ser mais relevante: a demarcação dos excessos”, na cobertura dos acontecimentos trágicos.

” Que tenha sobretudo coisas diferentes do tipo: «olha que engraçado? Nunca ninguém  pegou naquilo». Que impressione.”
André Duarte, jornalista desempregado

” Aprecio o rigor, as fontes estarem bem identificadas, e ter alguma novidade e não ser, por exemplo num jornal, apenas uma notícia que eu já tenha lido ontem”.
Paulo Baldaia, diretor do “Diário de Notícias”

“Que no meio eu não seja impelida a abandonar a história, acho que é isso que faz leitores”.
Paula Sofia Luís , jornalista freelancer

” Acima de tudo que seja bem escrita e rigorosa”.
José Manuel Ribeiro, diretor de “O Jogo”

“Não só o conteúdo mas sobretudo a maneira de escrever”.
Rita Asseiceiro, estudante de jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social

“A primeira coisa, o facto e a segunda coisa é a escrita. Se ela me consegue levar até o fim”.
António Melo, jornalista reformado

“Tem que ter uma componente humana pois é isso que cria a empatia com o leitor”.
Manuela Goucha Soares, jornalista do “Expresso”

“Valorizo principalmente a veracidade do conteúdo”.
Vicente Garim, estudante de jornalismo na Universidade Lusófona do Porto

“É ter uma visão da realidade, ter uma história contada de uma determinada maneira, cada notícia é um enquadramento pessoal do jornalista que a escreve”.
Aurélio Faria, jornalista na SIC

“Uma peça jornalística deve ser rigorosa e bem escrita e por fim o que mais aprecio é a veracidade do conteúdo”.
João Moreira, estudante de jornalismo na Universidade Lusófona do Porto

“Numa notícia escrita, aprecio fundamentalmente que esteja bem escrita, com elegância, com estilo que seja próprio, que não seja uma linguagem comum e quotidiana”.
Leonete Botelho, jornalista no “Público”
Artigo corrigido às 11h43 de 14 de janeiro com uma alteração na declaração de João Moreira.