Este jornal do Congresso é produzido por jovens que se preparam para iniciar carreiras no jornalismo profissional, encontro adequado entre a juventude e um futuro que será, sobretudo, dela. Do jornalismo e do seu futuro se falará neste Congresso que tanto se fez esperar. Mas todo o tempo é tempo e tema central será perspectivar a evolução dos meios de comunicação e respostas às incessantes novidades. Em consequência, como se irá pautar o trabalho dos jornalistas.

Vivemos numa época de transformações com dúvidas inquietantes (entre elas a sobrevivência saudável dos jornais de papel) mas também sedutoras quanto às formas como cumprir a função de informar (e formar) a entidade fundamental a que chamamos público.

Na verdade, as inovações tecnológicas e a diversidade de escolhas não beliscam os princípios essenciais da profissão. Hoje, como ontem e amanhã, o que se espera dos jornalistas é o compromisso com as velhas regras de integridade e de rigor. Todos sabemos que o mais valioso património de um jornal e de um jornalista é a sua credibilidade.

Ninguém porá em causa a importância da informação numa sociedade livre. Esse facto, todavia, nem sempre é acompanhado pelo reconhecimento do valor social do jornalista. Baixos salários e precariedade são particularmente chocantes numa profissão exigente de conhecimentos plurais e de constante espaço de actualização. Aos jornalistas não faltam deveres mas urge conceder-lhes os direitos correspondentes a uma actividade essencial ao serviço do país e das populações.

Sendo justo motivo de orgulho para quem o exerce, o jornalismo não pode ser entendido, e compensado, como tarefa menor pela sociedade que serve. Das luzes e das sombras iremos tratar neste Congresso. Tornar claridade a escuridão.

N.d.r. Este texto foi originalmente escrito para a edição em papel do jornal do congresso